Um vírus altamente perigoso, capaz de desviar transferências, está impactando clientes de mais de 60 bancos. Entenda como o malware opera
Uma sofisticada ferramenta de espionagem cibernética, um vírus desenvolvido, por especialistas brasileiros, tem como principais alvos entidades corporativas e instituições governamentais.
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Este software malicioso tem sido propagado por meio de mensagens eletrônicas fraudulentas, empregando indevidamente o nome de uma renomada companhia do setor tecnológico. Até o momento, a ameaça já afetou mais de 60 instituições financeiras.
Descoberto pelos analistas de segurança da empresa Kaspersky, o malware, batizado de “Coyote”, visa infiltrar-se em sistemas de computadores utilizados por organizações e órgãos estatais.
Malware bancário ativo prejudica clientes de mais de 60 instituições financeiras (Foto: Reprodução/Freepik)
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Entenda como funciona
A estratégia de infecção envolve o envio de um e-mail que supostamente contém uma atualização do sistema operacional Windows, mas que, na realidade, disfarça um arquivo malicioso denominado “Squirrel”. A execução desse arquivo pelo destinatário desencadeia a instalação do programa espião.
Um dos aspectos mais alarmantes deste malware é a sua capacidade de evadir a detecção por parte de softwares antivírus, atribuída ao seu processo de instalação fragmentado.
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Vírus sofisticado desvia transferências bancárias (Foto: Reprodução/Freepik)
Além disso, destaca-se o uso da linguagem de programação Nim, uma escolha inédita para a criação de um trojan deste tipo. Essa linguagem, anteriormente associada a ataques de ransomware, é particularmente versátil, permitindo a execução do código malicioso em diversos sistemas operacionais, incluindo Windows, Linux, iOS e Android.
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Uma vez instalado no dispositivo da vítima, o “Coyote” passa a monitorar as transações bancárias realizadas, facilitando o roubo de informações confidenciais e possibilitando que os criminosos efetuem operações financeiras fraudulentas em nome do usuário infectado.
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Diante da sofisticação e do potencial destrutivo deste vírus, a recomendação para prevenir infecções é o exercício constante de vigilância. Os usuários devem tratar com ceticismo mensagens de remetentes não identificados, verificar cuidadosamente os endereços de e-mail antes de interagir com links ou anexos e, idealmente, abster-se de abrir qualquer correspondência eletrônica cuja origem seja desconhecida ou suspeita.
