Desafios do saneamento básico no Brasil! Estudo mostra as cidades com maiores dificuldades
O saneamento básico figura como um direito constitucionalmente assegurado a todos os cidadãos brasileiros. Contudo, persistem muitos municípios nacionais com graves dificuldades nessa esfera. Um estudo recente avaliou os indicadores de saneamento das 100 maiores cidades brasileiras, expondo algumas como as menos adequadas para se viver considerando este critério.
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Macapá (AP), Marabá (PA), Porto Velho (RO), Santarém (PA), São Gonçalo (RJ), Belém (PA), Rio Branco (AC), Maceió (AL), Várzea Grande (MT) e Ananindeua (PA) figuram como as cidades com mais desafios em garantir serviços apropriados de água potável, coleta e tratamento de esgoto.
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Dados alarmantes do SNIS, de 2021, demonstram uma desigualdade expressiva no acesso ao saneamento básico entre as melhores e piores cidades brasileiras. Nas 20 melhores, cerca de 99,7% da população têm acesso à água potável, enquanto nas 20 piores, esse percentual é somente de 79,6%.
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A coleta de esgoto atende a aproximadamente 97,7% da população nas cidades mais bem avaliadas, contra apenas 29,2% nas de pior avaliação. No quesito tratamento de esgoto, os municípios melhor colocados tratam, em média, 80,1% do esgoto gerado, em contraposição aos 18,2% nos municípios de menor índice.
Outro dado alarmante é o desperdício de água durante a distribuição: nas cidades de melhor desempenho, 29,9% da água se perde, enquanto nas de pior desempenho, o índice alcança 51,3%. Essas informações ressaltam a urgente necessidade de investimentos e políticas eficazes para assegurar o acesso universal ao saneamento básico.
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Esgoto em plena via de Macapá (Foto: Laura Machado/g1)
Situação preocupante do Brasil
O Brasil se encontra numa posição preocupante no que se refere ao acesso ao saneamento básico, segundo estimativas da OMS. Em 2017, o país se posicionava no 117º lugar no ranking mundial, evidenciando a severa realidade ambiental e os desafios a serem superados.
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Infelizmente, considerando o ritmo atual de investimentos, o Brasil levará mais quatro décadas para atingir o objetivo do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) de universalizar a coleta e o tratamento de esgoto, bem como o abastecimento de água.
É válido ressaltar que uma pesquisa da CNI projeta que apenas em 2043 toda a população brasileira terá acesso à água encanada, e a rede de esgoto só se tornará universal em 2054.
